4. Flexibilidade Criativa
Manipulação da captura da imagem em movimento
- aumentar ou diminuir a frequência
dos quadros para um efeito criativo.
Com certeza existe hoje uma série de técnicas
conhecidas para aumentar a velocidade dos quadros. A maioría
das câmaras possuem um dispositivo de captura de quadros
à velocidades variáveis, tornando comum sair.
Quando se está rodando a uma frequência mais
alta de quadros , e cada quadro está gravando a mesma
quantidade de informação, você pode trabalhar
esta informação para produção
de imagens em câmara lenta com grande suavidade e ótimo
aspecto visual.
Com vídeo digital hoje, você não pode
variar a velocidade dos quadros na própria camera.
Geralmente cada câmara digital só captura à
frequencia de quadros para que foi projetada, possuindo talvez
uma ou duas velocidades diferentes, entretanto só admite
a reprodução a esta frequência de imagem.
Estas frequências vêm ditadas como normas de vídeo
determinadas sacando a liberdade de criação.
Assim o filme reproduz o efeito de câmara lenta com
precisão e simplicidade através de um efeito
comum de câmara. A câmara lenta pode ser obtida
através de sistemas de vídeo na pós-produção
através da duplicação e repetição
dos frames, mas que pode resultar em uma aparência totalmente
diferente - algo muito diferente do efeito suave que você
consegue com o filme de cinema. Algo que pode custar caro
posteriormente.
Pós-produção
A pós-produção é uma área
que tem estado em foco ultimamente, e que continuará
evoluindo por algum tempo para direções bastante
interessantes - considerando especialmente o desenvolvimento
criativo de imagens transcorrido um tempo depois da captura
real da imagem.
Uma vez que você capturou e registrou uma imagem cinematográfica,
esta imagem pode ser manipulada mais tarde em uma sala de
telecine. Por exemplo, pode-se extrair imagens do filme, digitalizá-las
e alterar seu aspecto. É possível concentrar-se
nos detalhes que se encontram nas sombras e nos detalhes de
alta luz. Pode-se melhorar facilmente estes tipos de coisas.
O fato do filme captar mais informações de
uma cena, do que efetivamente poderá ser transmitido,
nos permite selecionar criativamente quais informações
gostaremos de destacar. O mais importane é que você
tem toda informação no próprio filme.
Então você converte toda informação
para o domínio digital ( a um nível de informação
muito mais alto que a da captura do vídeo digital ),
e pode elaborar "looks" e efeitos únicos.
O fato é que a distância entre a produção
e a pós-produção está diminuindo
com o tempo.
Notamos que esta capacidade já é levada em
conta no momento da captação, de forma que os
cineastas já estão produzindo imagens cientes
do que farão com elas mais tarde, durante a pós-produção.
Toda e qualquer tecnologia futura poderá ser aplicada
naquela imagem na pós-produção. Mesmo
filmes rodados a muito tempo atrás podem ser escaneados
atualmente em um
Spirit DataCine ou telecine similar - com toda tecnologia
disponível hoje ou ainda amanhã.
A limitada latitude de exposição do vídeo
digital capta meos informação de contraste,
cor e escala de tons. Portanto, acaba limitando também
a flexibilidade na pós-produção - principalmente
no que se trata a altas luzes e sombras. É questão
de captar o não a informação.
Se não conseguiu dada informação durante
a captação, simplesmente não terá
na pós-produção. Por exemplo, se as altas
luzes foram "recortadas", não há nada
que possa fazer na pós-produção para
trazer a informação perdidada de volta.
Há poucas coisas que se pode fazer em vídeo,
como aumentar a nitidez da imagem...ou adicionar ruido eletrônico
para simular grano. Mas, porque ele captura menos escala de
tons e informações de cores ( que são
ainda mais reduzidas no monitor ), o vídeo digital
dispõe de uma paleta de funções criativas
muito menor que a do filme para cinema. A ironia é
que as técnicas utilizadas para se fazer com que o
vídeo se pareça mais com o filme, na realidade
degradam ainda mais a imagem já prejudicada.
|