3. "Look"
Textura da Imagem
A textura na realidade tem muito a ver com o que chamamos
"look" do cinema. Em filme, a textura é produzida
de forma muito natural devido a orientação aleatória
dos cristais de prata na emulsão. Uma imagem pode parecer
quase idêntica de um fotograma a outro, ainda que registrem
pequenas diferenças de movimento e situação.
Mas quando focamos a estrutura microscópica das imagens
do filme de cinema, cada fotograma é totalmente único
devido a natureza aleatória dos cristais de prata.
Quando estas imagens são captadas pelo olho e transmitidas
ao cérebro a informação se integra de
uma forma bastante agradável, que parece e se sente
natural.
O vídeo atual não dispõe destes sensores
orientados aleatoriamente, nem da texturada imagem associada.
As imagens de vídeo digital se captam mediante sensores
CCD em uma rede com número fixo de pixels. E isto nunca
varía a longo do processo de captura, para cada fotograma
visualizado pelo olho. Isto resulata em uma real diferença
entre o filme para cinema e o vídeo, em relação
à textura e a impressão que você tem de
cada meio.
Definição
A definição é um termo subjetivo usado
para descrever o que o olho vê em termos de detalhes
de bordas.
Quando olhamos para o filme, vemos um mosaico de cristais
de prata em constante transformação. O caráter
tridimensional do meio captará registros ligeiramente
diferentes da mesma imagem ou imagens muito similares a 24
quadros por segundo. Os pequeno grãos de prata criam
a variação entre um elemento da cena e outro.
Devido estas ligeiras diferenças de quadro para quadro,
o olho é capaz de integrar as informações
acumuladas.
Com o vídeo digital, os sensores de imagem nunca variam
sua formação, estrutura, situação
e tamanho. De gravação após gravação,
os mesmos CCD gravam as imagens. Como resultado, geralmente
há sempre uma dose de realce eletrônico que por
sua vez produzem bordas mais definidas. Com os progressos
tecnológicos, a medida que os pixels estão cada
vez menores, se poderá determinar cada vez mais detalhes.
Habitualmente os operadores de vídeo tentam fazer com
que o vídeo se pareça mais ao filme de cinema
anulando o controle de realce das bordas, conhecido como nível
de detalhe. Entretanto ainda se mantém um certo grau
de definição, que é um dos fatores que
contribuem a o que se denomina "look" de vídeo.
Resolução
Similar a definição mas claramente diferente,
a resoluçãoé a capacidade de um sistema
de criação de imagens de perceber e reproduzir
detalhes finos. Atualmente os scanners para película
cinematográfica de mais alta resolução
são capazes de extrair até 12 milhões
de pixels de informação de um só fotograma
de um filme 35mm... e isto está limitado unicamente
pela capacidade do dispositivo de digitalização.
Pode-se também examinar de uma terceira perspectiva
que é a profundidade de bits de informação.
A escala de tonalidades de um filme se aproxima aos níveis
dos 14 bits lineares ou 16 K descontínuos nos scanners
mais avançados.
Por outro lado, mesmo as câmaras de mais alta definição
disponíveis nos dias de hoje, os chips das câmeras
de vídeo digitais oferecem algo em torno de 1920 a
1080 ou aproximadamente2 milhões de pixels de informação
por quadro. Algumas vezes isto é traduzido como 1024
níveis descontínuos. Não importando a
fórmula, a imagem do vídeo digital atual contém
muito menos pixels, com uma profundidade de bits substancialmente
restringida, o que representa uma resolução
significativamente mais baixa.
Por isto a captação em filme e a digitalização
em alta resolução produzem muito mais detalhes
e informações das cenas originais que os sistemas
de gravação em vídeo atuais.
Lembre-se: definição não é o
mesmo que resolução.
Profundidade de campo
A profundidade de campo é a medida da distância
da área em frente e atrás do objeto que se mantém
em foco aceitável. Pode-se compreender facilmente este
processo mantendo sua mão bastante próxima de
seus olhos focando em sua mão. Note a qualidade do
fundo, é bastante cuave e fora de foca. Agora afaste
lentamente sua mão de sua face sem tirar o foco da
mão. Note que quanto mais distante sua mão fica
mais definido e focado fica o fundo.
Esta é a demonstração de um dos fatores,
a distância ao sujeito, que estabelece a profundidade
de campo de um plano determinado. Existem outras duas variantes
que o diretor de fotografia controla, a distância focal
e a abertura do diagragma. E uma característica inerente
de qualquer sistema de produção de imagens é
o tamanho real da imagem aérea quando convertido para
o plano focal. Uma imagem maior ( como a de um filme 65mm
) possui uma profundidade de campo mais curta enquanto que
uma imagem ralativamente pequena ( como a de um Super 8 )
tem uma profundidade de campo muito maior.
Entretanto os sistemas de captação com filme
possuem geralmente uma profundidade de campo naturalmente
curta, a qual pode ser manipulada com faclidade. Isto é
extremamente qundo se pretende focar a atenção
do expectador para diferentes áreas em uma cena.
O chip de 17mm de um equipamento digital resulta em uma superfície
de captura menor que a da película, proporcionando
uma profundidade de campo própria, difícil de
se manipular. Isso diferencia os programas de televisão
como telenovelas e programas de auditório dos comerciais
e filmes para televisão.
Sensibilidade
1. Logaritmica
O olho humano responde a luz de forma logaritmica, ou seja,
proporções de luz. O olho vê cada duplicação
da intensidade de luz como variações iguais.
O que justifica o fato de tanto o olho como o filme para cinema
poderem discriminar diferenças em uma ampla escala
de valores de luz. Em sombras e em altas luzes, o filme tem
sensibilidade à tênues diferenças de nível
de luz. E a suave transição de tonalidades das
altas luzes ou dos detalhes produzem um efeito mais agradável
que o recorte brusco frequentemente obtido com o vídeo.
O desempenho do filme desde os níveis mais baixos
até os mais altos são representados por uma
curva característica em forma de "S". Ela
permite com facilidade a conversão da informação
de exposição da cena em densidade de coloração
do filme.
Quando se sobe até as luzes altas e desce até
as zonas de sombra nota-se que a inclinaçào
não é constante e é muito menor. Isto
permite que o filme registre pequenas diferenças de
luz de um nível de luz à outro de forma gradual,
e passe de uma densidade máxima e mínima de
forma suave. Como resultado, é possível cobrir
uma incrível escala de exposições e detalhes.
A capacidade de um sistema de imagem para capturar e gravar
com exatidão variações de contraste de
uma cena é conhecido como "latitude de exposição".
Normalmente em uma imagem de estúdio se aproxima a
7 ou 8 pontos de luz. Cenas exteriores, com sombras e sol
brilhante, englobam uma variedade mais ampla de níveis
de exposição, Mas o filme pode capturar 11 pontos
exposição desde a luz mais escura à mais
clara, possibilitando o registro de luzes altas expetaculares
com ótimos detalhes de sombra.
2. Linear
Olhando para o vídeo digital de hoje, descobrimos
que há uma relação linear da luz com
o número de elétrons captados nas cavidades.
Isso significa que quantoa mais luz há, mais elétrons
são lançados às cavidades.
É uma resposta bastante linear desde as sombras mais
escuras, passando por meio-tons até as luzes altas.
Em níveis altos de exposição, as cavidades
se enchem gerando muitas vezes uma espécie de "radiação"
que se extende aos pixel adjacentes - ou um brilho excessivo
na imagem onde detalhes são perdidos. Este processo
é conhecido como "clipping" ou "recorte".
E não existe uma relação orgânica
entre os valores de exposição. Isto resulta
em uma reprodução incompatível com a
percepção humana. Os sistemas de captura de
vídeo melhoraram a latitude de exposição,
entretant ainda estào muito longes da capacidade que
tem o filme para cinema de registrar contrastes extremos de
cenário. Por exemplo, quando se captura elétrons
suficientes para encher as cavidades digitais nã se
conseguirá nenhuma deferenciação nas
luzes mais altas deste ponto em diante.Não há
um declínio suave, não há curvatura desta
imagem como a que você consegue com filme. Como resultado,
a imagem do vídeo de hoje podem saturar com frequencia
em altas luzes ou deixar de apresentar uma série de
detalhes em zonas de cores muito brilhantes.
Cor
Devido a naturexa analógica do filme e seu desenho
peculiar, ele reproduz grande porcentagemdas de todo universo
de cores.
Ele "vê" em tons suaves e contínuos.
O vídeo digital por outro lado não consegue
capturar a mesma variedade de cores pois a informação
de cor é mostrada a uma frequência mais baixa.
a compressào posterior reduz ainda mais a gama digital
da cor a menos de 25% da qualidade do filme de cinema.
Ainda nenhum sistema possui a mesma sensibilidade que o olho
humano, ( incluindo pessoas diferentes com visão normal
possuem diferentes sensibilidades em seus olhos ) entretanto
o filme reproduz com grande fidelidade a aparêcia da
cor original, ainda que a cena esteja iluminada por diferentes
fontes de luz. A capacidade do filme de cinema para distinguir
as finas diferenças de cor ajuda a reproduzir os diversos
tons de pele de uma forma bastante agadável, o que
é muito importante já que em certas cenas há
numerosas variações de tons de pele - desde
latinos a afro-americanos, asiáticos ou caucasianos.
A latitude do filme de cinema para registrar informações
de cores não existe na atual tecnologia do vídeo
digital. O vídeo digital enxerga diferentes formas
e tem de mediá-las. Como consequência, pode ser
difícil conseguir uma reprodução exata
ou natural das cores, especialmente em situaçòes
de iluminação mistaisto se faz evidente, por
exemplo, quando as matrizes de ciano de uma cena determinada
tomada com vídeo digital aparecem azuis no monitor.
Além disso, com sua latitude limitada, o vídeo
digital nem sempre pode mostrar as gradaçòes
da pele, desde as altas luzes até as sombras. Muitas
vezes as altas luzes se cortam produzindo tons de pele"descoloridos".
Ou em certas ocasiões, as sombras são recortadas,
removendo juntamente seus detalhes.
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